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Insetos, ratos e pombos são perigosos à saúde. As pragas urbanas podem transmitir doenças graves – algumas delas, inclusive, fatais.

Conheça doenças transmitidas por pragas urbanas

Hoje você vai aprender um pouco mais sobre os riscos de uma infestação. Continue conosco para conhecer os sintomas dessas enfermidades. Descubra, também, como eliminar pragas e garantir o seu bem-estar.

Dengue

Essa doença viral é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada. As manifestações começam com uma febre alta (39°C ou 40°C) e de início abrupto. O estado dura entre dois e sete dias, podendo vir acompanhado de dor de cabeça, fraqueza muscular, dor atrás nos olhos, náuseas e vômitos.

Em alguns casos, também pode ocorrer coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações. Esses sintomas são semelhantes aos de outras arboviroses, como zika e chikungunya. Portanto, é necessário atendimento médico para realizar o diagnóstico correto e, assim, prosseguir com o tratamento adequado.

A forma grave da dengue leva a dores abdominais intensas, acúmulo de líquidos nos órgãos internos e hemorragias. Em crianças e idosos, o vírus pode interagir com doenças pré-existentes, o que causa complicações clínicas. Segundo o Ministério da Saúde, 414 brasileiros morreram de dengue no primeiro semestre de 2019.

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Leptospirose

A Leptospira é uma bactéria presente na urina dos ratos. Em contato com humanos, ela pode causar febre, dor de cabeça e dores pelo corpo, especialmente nas panturrilhas.

Os surtos são mais comuns após inundações. Com as enchentes, os roedores que vivem no esgoto acabam se espalhando pela cidade. Assim, podem contaminar lojas, indústrias e o ambiente doméstico.

Cerca de 15% dos pacientes acometidos por leptospirose evoluem para quadros mais graves. Dentro desse grupo, o índice de morte chega a 40% dos casos. É comum que a fase tardia da moléstia venha associada à síndrome de Weil, com icterícia (pele e olhos amarelados), alterações urinárias, insuficiência renal e sangramentos.

Outras consequências possíveis são inflamações no pâncreas e no coração, além de delírios, alucinações e confusão mental. Se o sujeito desenvolver a forma pulmonar grave da leptospirose, pode ter insuficiência respiratória e morrer nas primeiras 24 horas de internação.

Saiba mais: Ciclo de vida dos ratos dificulta o controle da praga
Criptococose

Essa talvez seja uma das menos conhecidas doenças transmitidas por pragas, mas nem por isso o perigo é menor. O grau de letalidade da criptococose é considerado alto. E os sinais de infecção surgem até 18 meses após o contato com o agente causador da enfermidade.

Essa micose sistêmica resulta de fungos do gênero Cryptococcus. Os parasitas vivem em matéria orgânica morta, nas árvores e nas fezes de aves. Na zona urbana, o cocô de pombo é o grande transmissor.

ciclo de transmissão da criptococose

Fonte: Ministério da Saúde

A forma cutânea da criptococose se caracteriza por lesões parecidas com espinhas. Elas são avermelhadas e têm uma secreção amarela no centro. Ainda, pode haver erupções e ulcerações da pele, sendo essas últimas semelhantes a tumores.

Na forma sistêmica, a criptococose costuma vir acompanhada de meningite. Os sintomas incluem febre, dor no peito, rigidez na nuca, vômitos, sudorese noturna, confusão mental e alterações de visão. Pode ocorrer comprometimento da vista, dos pulmões e dos ossos.

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Febre amarela

E voltamos a falar de mosquitos. Esses insetos também são vetores para a febre amarela, que vitimou 483 brasileiros entre 1º de julho de 2017 e 30 de junho de 2018. Os dados são do Ministério da Saúde.

Existem dois ciclos de transmissão. O mais comum é o silvestre, quando a vítima se encontra em área rural ou região de floresta. Nesses lugares, insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes passam o vírus para o ser humano.

Porém, quando a pessoa infectada vai para a cidade, ela pode ser picada pelo Aedes aegypti (sim, o mesmo de dengue, zika e chikungunya). Aí começa o ciclo urbano da febre amarela.

Os sintomas iniciais lembram uma virose comum. Se a doença evolui, as complicações incluem febre alta, amarelão nos olhos e na pele, hemorragias internas e, em algumas situações, insuficiência de múltiplos órgãos. Entre 20% e 50% dos pacientes com febre amarela grave vão a óbito.

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Febre tifoide

Causada pela Salmonella enterica sorotipo Typhi, a moléstia ocorre no mundo inteiro e a qualquer época do ano. A prevalência é mais comum em regiões com saneamento básico precário. Isso porque uma das vias de transmissão é por meio de água e alimentos contaminados por fezes.

Ocorre que as baratas vivem no esgoto. Quando as cascudas saem da toca e invadem a sua cozinha, elas podem carregar bactérias para o interior da residência. Ou seja: há risco de doenças mesmo que você tenha tratamento sanitário em casa.

Os sinais de febre tifoide envolvem febre alta, mal-estar, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, tosse seca e alterações digestivas (prisão de ventre ou diarreia). A principal complicação é a hemorragia intestinal. Nos casos graves, há possibilidade de retenção urinária, pneumonia e colecistite, que é a inflamação da vesícula biliar.

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Para mais informações sobre transmissão, sintomas e tratamento de doenças ocasionadas por pragas, consulte o guia Saúde de A a Z, do Ministério da Saúde.

Como acabar com as pragas urbanas

O controle populacional de insetos, pombos e ratos é a principal medida para evitar as doenças que listamos aqui. Você deve bloquear a proliferação dessas criaturas.

A primeira dica para impedir focos de infestação consiste na limpeza. Faça faxinas frequentes! A gordura da cozinha e a sujeira do banheiro, por exemplo, viram alimento para pragas.

Outro cuidado importante é com o lixo. O entulho acumulado em pátios e depósitos serve de morada para ratos. Além disso, pode acumular água da chuva, tornando-se criadouro de mosquitos. Portanto, descarte os resíduos em latões fechados com tampa.

Por fim, invista no controle químico de pragas, conhecido popularmente como “dedetização”. Os produtos utilizados nesse serviço criam uma barreira protetora no local, impossibilitando que os seres indesejados se instalem por perto.

Saiba mais: Quanto custa uma dedetização?

Lembre-se de contratar uma imunizadora autorizada. No Rio Grande do Sul, essas empresas devem ter licença da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luís Roessler (Fepam). O documento garante que a equipe seguirá boas práticas, como o uso de substâncias domissanitárias que não agridem o meio ambiente.

Precisa de um orçamento para controle de pragas? Chame a Desinservice. Nós oferecemos controle de insetos, controle de ratos e controle de pombos para proteger a sua saúde.

Fale conosco! Fones: (55) 3028.6888 / (51) 3723.1502. Whatsapp: (55) 99905.3373. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

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