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Insetos são o terror da indústria alimentícia. Essas criaturas causam quebra na produção e representam risco sanitário, pois podem transmitir doenças. Não é à toa que existam normas tão rígidas de higiene e boas práticas para assegurar a proteção das empresas do setor.

Hoje vamos falar de três espécies perigosas que atacam cozinhas, despensas e fábricas de alimentos. Também daremos orientações sobre como você pode evitar a presença desses invasores no seu negócio. Confira!

3 insetos perigosos para a indústria de alimentos

Não importa se você tenha uma padaria de esquina, um açougue de bairro ou uma grande planta de beneficiamento de grãos. Insetos comem praticamente de tudo, então qualquer estabelecimento está em risco. A lista a seguir apresenta alguns dos exemplares mais comuns de se encontrar por aí. Veja só.

1. Moscas

O cardápio básico das moscas é composto por catarro, pus e fezes, além de carnes e vegetais em decomposição. Só que elas também gostam de açúcar, presente tanto nos produtos industrializados quanto nas frutas in natura.

O problema é que as danadas não conseguem engolir sólidos. Dessa forma, elas liberam saliva sobre a comida para transformá-la numa pasta e facilitar a ingestão.

Agora imagine. A mesma mosca que ronda o esterco de vaca no campo pode pousar sobre os biscoitos recém-saídos do forno. Com isso, os quitutes ficam contaminados por parasitas nocivos à saúde humana.

Estima-se que o inseto possa carregar mais de 300 microrganismos diferentes, capazes de causar infecções estomacais, tuberculose e alergias diversas. Trata-se de um risco sanitário para locais que atuam na manipulação de alimentos. Portanto, é preciso manter essas criaturas longe das dependências da empresa.

Saiba mais: Mosca-dos-estábulos ataca o gado e prejudica a produção
2. Baratas

Existe uma espécie de barata que não vive em esgotos. Estamos falando da francesinha (Blatella germanica), também conhecida como barata miúda. Ela prefere se alojar em áreas com temperatura superior aos 25°C e umidade relativa do ar acima dos 50%. Em outras palavras, ela invade locais quentes e úmidos, tais como uma cozinha industrial.

A aplicação em gel por empresa especializada é utilizada no controle de insetos e não requer a desocupação do local.

A aplicação em gel, por empresa especializada, é utilizada no controle de insetos e não requer a desocupação do local.

Ambientes do tipo também oferecem alimento de sobra para a cascuda. Ela sobrevive de farelos e migalhas que caiam no chão, da gordura acumulada nas paredes, das sobras de alimentos na louça suja e até da água que fica na pia.

Para piorar, a praga se reproduz rapidamente, ainda mais quando as condições externas são favoráveis. O calor e a falta de predadores naturais favorecem o desenvolvimento da barata-francesinha.

Ela pode depositar até 50 ovos de uma vez, numa bolsa chamada ooteca. Essa estrutura fica escondida atrás dos móveis ou em cantos escuros para que os bichos possam eclodir e crescer em segurança. Em poucas semanas, a colônia atinge a maturidade e agrava a infestação do lugar.

3. Formiga

Outra inimiga da indústria alimentícia é a formiga-argentina (Linepithema humile), de cor amarronzada. Essa espécie habita locais não muito óbvios, como o interior dos eletrodomésticos e a parte de trás dos azulejos. Os refúgios permitem que a colônia atinja proporções enormes, uma vez que não há predadores por perto.

A exemplo das baratas, as formigas adoram uma cozinha ou uma despensa. É lá que elas encontram pães, biscoitos, carnes e outros ingredientes saborosos ao seu paladar.

E, igualmente como as cascudas, a praga pode comprometer a segurança sanitária dos produtos alimentícios. O perigo vai muito além da simples quebra de mercadoria.

É que os insetos circulam por todo tipo de superfície, carregando consigo fungos e bactérias. Assim, eles podem transportar parasitas da rua para dentro do depósito ou da fábrica. O resultado é a contaminação tanto do espaço quanto dos insumos ali armazenados. Resumindo: você precisa afugentar as pragas para garantir a qualidade de seu produto.

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Como evitar pragas na indústria alimentícia

O controle de pragas se baseia nos chamados quatro As: acesso, abrigo, água e alimento. É preciso vetar esses elementos para que o ambiente se torne inóspito aos invasores. Sem refúgio e sem nutrição, os insetos não têm por que permanecer no local.

 

A adoção de boas práticas na indústria alimentícia ajuda a conter infestações. Os hábitos incluem higienização e manutenção da área. Acompanhe as sugestões:

– Inspecione sacolas plásticas e embalagens de alimentos que venham de fora (algumas pragas chegam ao local misturadas aos insumos);

– Vede rachaduras e buracos nas paredes para evitar o acesso de insetos;

– Conserte encanamentos deteriorados ou com vazamento;

– Instale telas de proteção nos ralos, nas portas e nas janelas para barrar o acesso de criaturas que venham do esgoto ou da rua;

– Mantenha fossas sépticas e caixas de gordura vedadas e, de preferência, em áreas afastadas da linha de produção (baratas costumam se alimentar da matéria orgânica presente ali);

– Sempre que possível, guarde alimentos em recipientes fechados;

– Higienize o chão, as bancadas e as prateleiras com frequência, já que a sujeira acumulada também atrai seres indesejados;

Lave a louça e os utensílios de cozinha logo após o uso;

– Remova o lixo orgânico diariamente;

– Deposite o lixo em caçambas ou latões fechados;

– Descarte alimentos vencidos ou que apresentem sinais de decomposição.

Cabe enfatizar a existência de documentos oficiais voltados à indústria alimentícia. Por exemplo, a Portaria 326, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), traz um regulamento técnico para estabelecimentos produtores e industrializadores de comida. Há orientações quanto ao transporte, o armazenamento e a manipulação de alimentos.

Um dos itens previstos no texto é o controle de pragas com agentes químicos, popularmente chamado de dedetização. Nesse caso, deve-se buscar uma equipe especializada para a realização do serviço. Afinal, o uso irregular de substâncias inseticidas pode comprometer a saúde das pessoas e causar riscos ambientais.

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A Resolução RDC 216, também da Anvisa, reforça as recomendações. Diz o item 4.3.2: “o controle químico deve ser empregado e executado por empresa especializada, conforme legislação específica, com produtos desinfestantes regularizados pelo Ministério da Saúde”.

No Rio Grande do Sul, o órgão que fiscaliza esse tipo de atividade é a Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam). A imunizadora contratada para a desinsetização deve possuir licença dessa entidade.

Precisa de ajuda para manter as pragas longe de seu restaurante, seu mercado ou sua fábrica? Conte com a Desinservice. Nossos colaboradores seguem todos os manuais de boas práticas para proporcionar um serviço eficiente e seguro ao seu negócio.

Entre em contato conosco e solicite um orçamento para controle de insetos. Fones: (55) 3028.6888 / (51) 3723.1502. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

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