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O arroz é um dos grãos mais importantes para a economia do Brasil. E essa cultura tem se tornado mais rentável devido ao manejo integrado de pragas, prática que eleva a produtividade nas lavouras.

Para se ter uma ideia, apenas no Rio Grande do Sul, a safra de 2018 superou 8,4 milhões de toneladas, segundo o Instituto Riograndense do Arroz (Irga). Isso ocorreu numa área menor, se comparada à de períodos anteriores. Ou seja, os produtores precisam de menos território para obter um produto de alta qualidade.

Porém, chegar a resultados assim demanda cuidados desde o campo até o armazenamento do cereal. É sobre essas medidas que vamos falar hoje.

Manejo integrado de pragas nas lavouras de arroz

O arroz é suscetível a diversos insetos fitófagos, ou seja, que se nutrem de vegetais. Essas criaturas podem causar prejuízos em qualquer fase do ciclo produtivo – no plantio, durante a maturação da planta ou mesmo após a estocagem dos grãos já colhidos.

Entre as ameaças, estão os cupins rizófagos, os percevejos, a cigarrinha-das-pastagens, o pulgão de raiz, a lagarta-dos-arrozais, as brocas, o cascudo-preto e o gorgulho aquático. Todas essas pragas são capazes de reduzir o rendimento da safra, já que causam quebra e inutilizam parte do arrozal.

Quando as infestações se agravam, atingindo uma área mais extensa da lavoura, há risco econômico para o agricultor. O lucro obtido com a venda do material pode não ser suficiente para cobrir os custos de produção.

Saiba mais: A importância do arroz para a saúde e a economia

Por isso, deve-se evitar a incidência dos insetos orizívoros, como também são chamados aqueles que se alimentam de arroz. A maneira mais adequada de defender a plantação é por meio do controle integrado. Trata-se de manter as espécies perigosas em níveis abaixo do considerado prejudicial.

O manejo integrado de pragas é baseado em cuidados com o clima, o solo e todos os elementos que envolvam o plantio do cereal. Os tratamentos corretos visam não só a reduzir as perdas, mas também a diminuir o uso de biocidas, o que ajuda a preservar o meio ambiente.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) recomenda que cada lavoura tenha um plano de manejo desenvolvido de acordo com as necessidades da região. As atividades realizadas durante todas as etapas do ciclo da rizicultura devem constar num formulário, que servirá para o acompanhamento dessas ações.

Cuidados para o manejo de pragas em arrozais

Toda propriedade rural tem suas particularidades. A intensidade da chuva, o desenho do relevo e as culturas em terras vizinhas variam. Ocorre que esses são, justamente, alguns dos fatores que alteram a qualidade do arroz.

Portanto, as técnicas necessárias para o manejo integrado de pragas devem ser avaliadas caso a caso. Elas envolvem aspectos relativos ao próprio cultivo, bem como ao controle mecânico, físico, biológico e químico das pragas.

Abaixo, listamos algumas recomendações. Esses e outros dados constam na Circular Técnica 44/2001, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

– Evite plantar arroz a menos de 500 metros de cana-de-açúcar, milho ou gramíneas hospedeiras de pragas;

– Mantenha o solo sem vegetação por um período entre 15 e 20 dias antes do plantio;

– Aplaine o terreno, eliminando depressões do solo, para permitir uma lâmina d’água baixa e uniforme;

– Não plante arroz de forma escalonada na mesma área ou em territórios próximos;

– Remova plantas hospedeiras de pragas, tanto do campo quanto dos arredores;

– Utilize adubação equilibrada, sem excesso de nitrogênio;

– Deixe os quadros inundados o maior tempo possível;

– Não prepare o solo com grade em locais infestados por cupim rizófago;

– Utilize cultivares resistentes, de ciclo curto e com maior volume radicular;

– Colete plantas que contenham alta concentração de ovos para destruir as ninfas das pragas;

– Roce a vegetação infestada ou passe rolo compressor sobre ela;

– Utilize armadilha luminosa para atrair insetos;

– Preserve predadores naturais das pragas;

– Empregue inseticidas de modo preventivo ou curativo.

Principais pragas do arroz armazenado

Como dissemos anteriormente, os insetos atacam tanto a planta em desenvolvimento quanto o arroz já colhido. Nessa última situação, os bichos usam suas mandíbulas bem desenvolvidas para chegar ao interior do grão e se alimentar. Lá dentro, também completam seu ciclo evolutivo, espalhando-se rapidamente pela massa estocada.

Carunchos (Sitophilus oryzae e Sitophilus zeamais)

Um grande problema são os carunchos. Medindo menos de 1 cm, eles são identificáveis pela boca em forma de bico alongado. As larvas e os adultos destroem o arroz intacto, causando perdas quantitativas e comprometendo a qualidade do produto final.

Besouros (Rhyzopertha dominica e Tribolium castaneum)

Já os besouros atacam grãos defeituosos – que tiveram mau fechamento da casca ou sofreram danos mecânicos na colheita. Os insetos são resistentes, então atingem zonas mais profundas dos silos.

A fêmea do Rhyzopertha dominica, também chamado vulgarmente de furador pequeno dos grãos, pode colocar até 500 ovos durante seu ciclo de vida. Esse tempo varia de 30 a 100 dias, a depender das condições do meio. Imagine o tamanho do estrago.

Traças (Sitrotroga cereallela e Plodia interpunctella)

As traças acometem o arroz que ainda está secando. Elas se restringem às camadas superficiais dos grãos, mas possuem alto poder destrutivo.

Quando adultas, elas se apresentam em forma de mariposa e não vivem mais de dez dias. Porém, nesse período, podem depositar até 280 ovos no interior das plantas. Então, as lagartas fazem orifícios na casca do grão antes de virarem pupa. Assim, poderão sair por ali quando chegarem à maturidade, o que demora entre 31 e 64 dias.

Saiba mais: Como o expurgo de grãos protege sua safra
Controle de pragas no armazenamento de arroz

A presença de insetos na massa estocada de arroz ocasiona diversos prejuízos. Além da quebra dos grãos, pode haver insetos mortos, ovos e até excremento no material armazenado. Nem precisamos dizer como isso deprecia o valor comercial da safra, né?

Para evitar esse quadro, o manejo integrado de pragas prevê algumas soluções. A primeira é regular o nível de umidade e a temperatura de silos ou armazéns graneleiros. Recomenda-se o emprego de mecanismos de aeração.

Ainda, deve-se recorrer ao controle químico dos invasores. A Embrapa indica a fumigação com fosfina, um gás altamente eficiente contra ovos, larvas, pupas e insetos adultos.

A substância pode ser aplicada durante o enchimento do silo, no momento da transilagem ou com sondas. Nos grãos ensacados, a operação costuma ser feita com lençóis plásticos, que permitem lidar com cada pilha separadamente.

Cabe ressaltar que a fosfina é tóxica. O fumigante deve ser manuseado por equipes treinadas, que utilizem equipamentos de proteção individual e sigam manuais de boas práticas. Essas medidas garantem uma imunização eficiente, sem comprometer a integridade da produção nem causar danos à saúde humana.

Saiba mais: Como escolher a empresa de fumigação

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