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O número de casos de dengue no Rio Grande do Sul em 2019 chegou a 636 até o dia 18 de maio. As informações são da Secretaria Estadual da Saúde. E pensar que, por muito tempo, o território gaúcho era considerado um dos poucos lugares no Brasil livres dessa doença…

Só que a realidade mudou. O Aedes aegypti é uma praga presente em todas as regiões do Estado. Nem mesmo o frio do inverno consegue eliminar o inseto. E agora?

Hoje vamos explicar por que ainda existe dengue no RS. Continue a leitura e descubra, também, a maneira mais eficaz de controlar infestações do mosquito transmissor.

Fatores climáticos favorecem a proliferação do Aedes aegypti

Para começar a entender o problema, devemos lembrar que o planeta Terra enfrenta mudanças climáticas. Ninguém sabe muito bem quais serão as consequências reais desses fenômenos. Porém, os cientistas já afirmam, quase por unanimidade, que os verões estão ficando mais quentes.

Com a temperatura em elevação, o comportamento das correntes marítimas e das massas de ar muda. A consequência desse processo são chuvas mais intensas. Furacões, ciclones e tempestades subtropicais têm causado estragos cada vez mais frequentes mundo afora.

Isso só piora a situação de uma zona terrestre como a nossa. Por exemplo, a precipitação média de Porto Alegre chega a 142mm em setembro, mês que marca o início da primavera. Embora nosso verão não seja tão molhado quanta a estação anterior, há temporais que equivalem a um mês inteiro de garoa.

A combinação de chuva e calor favorece a proliferação do Aedes aegypti. Nessa época, a fêmea encontra mais água parada para desovar. Além disso, as larvas se desenvolvem com rapidez. É o cenário ideal para uma infestação de mosquitos.

Saiba mais: Por que você sofre mais picadas de mosquito que as outras pessoas?

Acúmulo de lixo nas cidades pode elevar casos de dengue no RS

Um segundo fator que ajuda a explicar o surto de dengue nas cidades gaúchas é o descarte irregular de lixo. Se você acompanha programas como o Jornal do Almoço, da RBSTV, provavelmente já viu reportagens sobre o assunto. Volta e meia há moradores de bairros periféricos reclamando dos dejetos em arroios e terrenos baldios.

Parte dessa situação ocorre devido à falta de educação das pessoas. Muita gente joga latas e embalagens plásticas na rua, sem qualquer preocupação em encontrar a lixeira mais próxima. Junto a isso, tem a já citada chuva, pois a enxurrada é capaz de carregar o rejeito urbano para longe, sujando as vias públicas e entupindo bueiros.

Nem seria necessário mencionar os estragos, né? O lixo, principalmente os restos de comida em decomposição, atrai bichos e se torna um perigo à saúde pública. Baratas, ratos e outros seres que circulam nesse ambiente costumam carregar microrganismos patógenos. Por isso, onde há sujeira, há doença.

Aí voltamos à questão da dengue – além da zika e da chikungunya, outras moléstias transmitidas pelo Aedes aegypti. Materiais como latinhas de refrigerante, câmaras de pneus e outros tipos de entulho acumulam água parada. Uma simples tampinha de garrafa já é suficiente para criar uma “piscina” onde as larvas do inseto vão se reproduzir. Ou seja: enquanto houver lixões a céu aberto, haverá berçários para essa praga.

Saiba mais: O que é e como funciona o controle integrado de pragas

Mosquito da dengue se reproduz rapidamente na zona urbana

Por fim, cabe ressaltar que o mosquito se adapta muito bem às cidades. É na zona urbana que há maior concentração de pessoas, e a fêmea do Aedes aegypti precisa de sangue humano na gestação.

Se a vítima picada estiver infectada, o inseto passará a carregar o vírus consigo. A criatura, então, poderá transmitir o agente causador da dengue não só para outros humanos, mas também para a prole.

Agora chega o momento de fazermos umas contas. Uma única fêmea pode pôr até 500 ovos durante a vida. De cada dez embriões, quatro herdarão o vírus da dengue. Estamos falando de 200 mosquitinhos que já nascem com potencial de contaminação. Se metade deles for fêmea – as únicas da espécie que sugam sangue –, haverá 100 vetores de dengue.

Isso mesmo. Uma única mãe pode gerar 100 filhas transmissoras de dengue, zika e chikungunya. Sem o devido combate à praga, o número tende a crescer em escala exponencial. Não é de se admirar que os casos dessas doenças tenham chegado às centenas neste ano, considerando apenas o Rio Grande do Sul.

Infográfico grátis - Previna-se da Dengue

Aí você deve estar pensando: “ah, mas os mosquitos morrem no inverno, então o perigo diminui”. Negativo. Os ovos de Aedes aegypti resistem até 15 meses em superfícies secas. Os embriões permanecem vivos ali dentro, esperando as primeiras gotas de chuva para retomar o ciclo reprodutivo.

Quando isso acontece, levam somente 30 minutos de contato com a água para as larvas eclodirem. Elas podem atingir a fase adulta em dez dias.

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Como controlar infestações de Aedes aegypti

Chuva, lixo e quantidades absurdas de insetos nas cidades: esses são os principais motivos para ainda existir dengue em terras gaúchas. Já que não dá para controlar o clima, resta aos cidadãos fazerem o que for possível para diminuir a população do Aedes.

A principal precaução é não deixar água parada em reservatórios, vasos de plantas, calhas e demais estruturas do tipo. Esvazie os recipientes pelo menos uma vez por semana e lave-os com esponja. Essa medida ajuda a eliminar os ovos e as larvas do mosquito.

Em paralelo, evite o acúmulo de lixo no seu bairro. Caso você identifique descarte irregular nos arredores, alerte a Defesa Civil ou o órgão responsável da prefeitura.

Outro cuidado bastante eficaz é o controle preventivo de pragas, também conhecido como desinsetização ou dedetização. O procedimento cria uma barreira química no local. A ação do produto elimina seres indesejados e impede que novas colônias se formem ali. O efeito tem duração limitada, sendo necessário reforçar o serviço periodicamente.

Saiba mais: Como planejar o calendário do controle de pragas

O controle de insetos da Desinservice tem garantia de três meses com assistência técnica durante todo o período. Nossas equipes são treinadas para realizar um trabalho eficaz sem causar danos ao meio ambiente. Utilizamos somente domissanitários autorizados pela Anvisa, o que assegura o bem-estar de sua comunidade.

Entre em contato conosco e solicite um orçamento. Fones: (55) 3028.6888 / (51) 3723.1502. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

Orçamentos para Controle de Pragas, Sanitização e Higienização de Reservatórios