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As ocorrências de dengue no Rio Grande do Sul explodiram em 2022. Dos 43,1 mil casos confirmados no estado desde 2015, mais de 24 mil foram registrados neste último ano, incluindo 29 óbitos. As informações, da Secretaria Estadual da Saúde, correspondem ao período entre 1º de janeiro e 16 de maio.

E pensar que, por muito tempo, o território gaúcho era considerado um dos poucos lugares no Brasil livres dessa doença! Só que a realidade mudou. O Aedes aegypti é uma praga presente em todas as regiões do estado. Nem mesmo o frio do inverno consegue eliminar o inseto. E agora?

Hoje vamos explicar por que ainda existe dengue no RS. Continue a leitura e descubra, também, a maneira mais eficaz de controlar infestações do mosquito transmissor.

O que é dengue e quais são os sintomas

A dengue é uma arbovirose, ou seja, uma doença causada por vírus e transmitida por picada de inseto. No caso, o bicho em questão é o Aedes aegypti, um mosquito que se reproduz em água parada. Ele também é responsável por outras infecções, como zika, chikungunya e febre amarela.

Em geral, a doença não é grave. Algumas pessoas inclusive desenvolvem a versão assintomática e nem percebem que estão infectadas. Nas demais situações, os sintomas mais comuns da dengue incluem:

  • Febre alta (39°C ou 40°C) com início súbito;
  • Dor na parte da frente da cabeça e atrás dos olhos;
  • Dores nas articulações e nos músculos;
  • Prostração;
  • Náusea e vômito;
  • Manchas vermelhas pelo corpo.

Na maioria dos casos, os sintomas duram até dez dias, sendo que o mal-estar e a fraqueza podem permanecer por mais tempo. Porém, em quadros sérios, pode haver dores abdominais generalizadas, vômitos persistentes e evolução para dengue hemorrágica, quando há alterações na coagulação do sangue. Essas complicações são mais comuns em pacientes que estejam com dengue pela segunda ou terceira vez.

7 fatos surpreendentes sobre a dengue

  1. Uma pessoa pode ser infectada por dengue até quatro vezes. Isso porque existem quatro sorotipos diferentes da doença. Após infectado, o paciente adquire imunidade apenas àquele sorotipo, podendo contrair os demais. E é justamente a reinfecção que eleva o risco de complicações.
  1. Somente a fêmea do Aedes Aegypti transmite a doença. Ela é responsável pelo desenvolvimento dos ovos e, para isso, precisa sugar sangue humano.
Mosquito da dengue

As listras brancas são o elemento de maior diferenciação do mosquito da dengue.

Saiba mais: Por que você sofre mais picadas de mosquito que outras pessoas?

  1. O Aedes aegypti é menor que os mosquitos comuns. Além disso, tem hábitos diurnos. Você consegue identificá-lo facilmente pela presença de listras brancas no corpo.
  1. A dengue é contagiosa, mas não entre pessoas, nem pelo contato com objetos ou alimentos. A contaminação só é possível a partir da picada de uma fêmea de Aedes que esteja carregando o vírus.
  1. Essa doença não tem cura com remédios. O tratamento da dengue serve só para aliviar os sintomas de dor, febre e mal-estar até a infecção passar naturalmente. Por isso, os médicos costumam prescrever analgésicos e antitérmicos, além de muita água para a pessoa recuperar a hidratação.
  1. Quem tem dengue não pode tomar AAS (aspirina). O ácido acetilsalicílico aumenta o risco de hemorragia. Aliás, vale lembrar que a automedicação é perigosíssima não só em caso de dengue, como em qualquer enfermidade. Portanto, se você tiver sintomas, procure ajuda médica. Um profissional da saúde poderá avaliar a gravidade de seu caso e indicar medicamentos que não ofereçam perigo.
  1. Os ovos de Aedes não morrem com o frio. Na verdade, eles resistem até 15 meses em superfícies secas. Os embriões permanecem vivos ali dentro, esperando as primeiras gotas de chuva para retomar o ciclo reprodutivo. Quando isso acontece, levam somente 30 minutos de contato com a água para as larvas eclodirem, e elas atingem a fase adulta em cerca de dez dias.
    Desse modo, além de eliminar focos de água parada, é importante lavar os recipientes com esponja e sabão. Daremos mais detalhes sobre o controle do mosquito daqui a pouco.

Por que ainda existe dengue no Rio Grande do Sul?

Desde 2015, foram registrados 363 casos de dengue em Santa Maria, 2.979 em Porto Alegre e 63 em Caxias do Sul, apenas para citar grandes cidades gaúchas. Considerando as ocorrências autóctones (ou seja, contraídas dentro do município), o ranking fica assim, segundo dados do monitoramento de arboviroses do RS:

  • Santa Cruz do Sul (4.694 casos);
  • Erechim (2.943);
  • Lajeado (2.898);
  • Porto Alegre (2.734);
  • Santa Rosa (1.398);
  • Parobé (1.246);
  • Igrejinha (1.059);
  • Dois Irmãos (978);
  • Santo Ângelo (930);
  • Carazinho (923).

Note que a dengue está em todas as regiões do estado, atingindo municípios de diferentes tamanhos. Mas, afinal, por que essa doença ameaça tanto a população gaúcha? Abaixo, listamos três motivos:

1. Fatores climáticos favorecem a proliferação do Aedes aegypti no RS

Para começar a entender o problema, devemos lembrar que o planeta Terra enfrenta mudanças climáticas. Os cientistas já afirmam, quase por unanimidade, que os verões estão ficando mais quentes.

Com a temperatura em elevação, o comportamento das correntes marítimas e das massas de ar muda. A consequência desse processo são chuvas mais intensas. Furacões, ciclones e tempestades subtropicais têm causado estragos cada vez mais frequentes mundo afora.

Isso só piora a situação de uma zona terrestre como a nossa. Por exemplo, a precipitação média de Porto Alegre chega a 142 mm em setembro, mês que marca o início da primavera. Embora nosso verão não seja tão molhado quanta a estação anterior, há temporais que equivalem a um mês inteiro de garoa.

A combinação de chuva e calor favorece a proliferação do Aedes aegypti. Nessa época, a fêmea encontra mais água parada para desovar. Para piorar, as larvas se desenvolvem com rapidez. É o cenário ideal para uma infestação de mosquitos.

Saiba mais: Verões mais quentes elevam a quantidade de pragas

2. Acúmulo de lixo nas cidades pode elevar casos de dengue no RS

Um segundo fator que ajuda a explicar o surto de dengue nas cidades gaúchas é o descarte irregular de lixo. Se você acompanha programas como o Jornal do Almoço, da RBSTV, provavelmente já viu reportagens sobre o assunto. Volta e meia há moradores de bairros periféricos reclamando dos dejetos em arroios e terrenos baldios.

Parte dessa situação ocorre devido à falta de educação das pessoas. Muita gente joga latas e embalagens plásticas na rua, sem qualquer preocupação em encontrar a lixeira mais próxima. Junto a isso, tem a já citada chuva, pois a enxurrada é capaz de carregar o rejeito urbano para longe, sujando as vias públicas e entupindo bueiros.

Nem seria necessário mencionar os estragos, né? O lixo, principalmente os restos de comida em decomposição, atrai bichos e se torna um perigo à saúde pública. Baratas, ratos e outros seres que circulam nesse ambiente costumam carregar microrganismos patógenos. Logo, onde há sujeira, há doença.

Aí voltamos à questão da dengue – além da zika e da chikungunya, claro. Materiais como latinhas de refrigerante, câmaras de pneus e outros tipos de entulho acumulam água parada. Uma simples tampinha de garrafa já é suficiente para criar uma “piscina” onde as larvas do inseto vão se reproduzir. Ou seja: enquanto houver lixões a céu aberto, haverá berçários para essa praga.

3. Mosquito da dengue se reproduz rapidamente na zona urbana

Por fim, cabe ressaltar que o mosquito se adapta muito bem às cidades. É na zona urbana que há maior concentração de pessoas, e a fêmea do Aedes aegypti precisa de sangue humano na gestação.

Se a vítima picada estiver infectada, o inseto passará a carregar o vírus consigo. A criatura, então, poderá transmitir o agente causador da dengue não só para outros humanos, mas também para a prole.

Agora chega o momento de fazermos umas contas. Uma única fêmea pode pôr até 500 ovos durante a vida. De cada dez embriões, quatro herdarão o vírus da dengue. Estamos falando de 200 mosquitinhos que já nascem com potencial de contaminação. Se metade deles for fêmea – as únicas da espécie que sugam sangue –, haverá 100 vetores de dengue.

Isso mesmo. Uma única mãe pode gerar 100 filhas transmissoras de dengue, zika e chikungunya. Sem o devido combate à praga, o número tende a crescer em escala exponencial. Não é de se admirar que os casos dessas doenças tenham chegado aos milhares no Rio Grande do Sul.

Saiba mais: Pequeno e letal, mosquito é o animal que mais mata pessoas

Prevenção da dengue:  controle do Aedes aegypti

Chuva, lixo e quantidades absurdas de insetos nas cidades: esses são os principais motivos para ainda existir dengue em terras gaúchas. Já que não dá para controlar o clima, resta aos cidadãos ao menos fazerem o que for possível para diminuir a população do Aedes.

A principal precaução é não deixar água parada em reservatórios, vasos de plantas, calhas e demais estruturas do tipo. Portanto, esvazie os recipientes pelo menos uma vez por semana e lave-os com esponja. Essa medida ajuda a eliminar os ovos e as larvas do mosquito.

Em paralelo, evite o acúmulo de lixo no seu bairro. Caso você identifique descarte irregular nos arredores, alerte a Defesa Civil ou o órgão responsável da prefeitura.

Outro cuidado bastante eficaz é o controle preventivo de pragas, também conhecido como desinsetização ou dedetização. O procedimento cria uma barreira química no local. Assim, a ação do produto elimina seres indesejados e impede que novas colônias se formem ali.

Contudo, o efeito tem duração limitada, sendo necessário reforçar o serviço periodicamente. Para saber mais sobre prevenção da dengue, confira o infográfico abaixo:

Infográfico grátis - Previna-se da Dengue

Esperamos que o artigo de hoje tenha sido útil a você. Reforçando a última dica, lembre-se: como a dengue é transmissível pela picada de mosquito, a dedetização pode ser uma importante aliada. Ela funciona como medida eficiente para prevenir infestações e, dessa forma, controlar surtos da doença.

O controle de insetos da Desinservice tem garantia de três meses com assistência técnica durante todo o período. Nossas equipes são treinadas para realizar um trabalho eficaz sem causar danos ao meio ambiente. Utilizamos somente domissanitários autorizados pela Anvisa, o que assegura o bem-estar de sua comunidade.

Entre em contato conosco e solicite um orçamento. Fones: (55) 3028-6888 / (51) 3723-1502. Whatsapp: (55) 99905-3373. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

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