Blog Desinservice

Novidades e conteúdo exclusivo sobre saúde ambiental.

Você sabe o que é caruncho? Esse besouro é uma das pragas que podem atingir grãos estocados, causando quebra na produção.

Pois é, os insetos não atacam apenas as lavouras. Alguns deles se alimentam do material já colhido. Podem estar escondidos no interior do vegetal, ou mesmo nos silos e armazéns.

Hoje vamos explicar quais são os bichos que mais assustam produtores de arroz, milho, trigo e outras culturas. Também daremos dicas para evitar a presença desses invasores nas áreas de estocagem.

Além da higienização desses espaços, é importante investir na recirculação de gás fosfina, método mais seguro e eficaz para o expurgo. Continue conosco e entenda os detalhes.

Principais pragas nos grãos armazenados

As perdas do setor agrícola no Brasil chegam a 20% entre a colheita e o armazenamento. Os prejuízos ocorrem principalmente devido a contaminantes de natureza biológica, física e química, segundo cartilha do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

Nesse cenário, evitar pragas de grãos armazenados é um passo importante para assegurar a qualidade da safra. Elas são basicamente de dois tipos: traças e besouros.

Há diversas espécies dessas criaturas no campo, com poder de destruição variado. As principais incluem:

Traça dos cereais (Sitotroga cereallela)

A traça dos cereais é uma mariposa que deposita até 100 ovos sobre os grãos. Quando eclodem, as larvas penetram na planta, alimentando-se do endosperma. É ali que elas viram pupa e completam seu ciclo até a fase adulta.

Embora sejam mais comuns no campo, essas criaturas podem sobreviver na superfície da massa estocada de milho, trigo ou arroz.

Traça indiana da farinha (Plodia interpunctella)

O mesmo ocorre com outra espécie: a traça indiana da farinha. Esse exemplar atinge culturas de fumo, soja, trigo, feijão, milho e arroz.

Cabe destacar que a praga tem alto poder destrutivo nas sacarias e, em menor escala, nos grãos armazenados a granel. O maior prejuízo é a redução de peso da mercadoria, o que interfere na quantidade a ser comercializada posteriormente.

Além disso, o produto danificado fica exposto a outros agentes nocivos, como fungos. E torna-se vulnerável a pragas secundárias, que encontram caminho aberto para se alimentar.

Besouro de cereais e farinhas (Rhyzopertha dominica)

A infestação por carunchos também ocasiona quebra na produção agrícola. Esses besouros, conhecidos em algumas regiões como gorgulhos, podem ser de diversas espécies, distribuídas principalmente entre os gêneros Sitophilus e Rhyzopertha.

Alguns conseguem romper a casca dos cereais, enquanto outros precisam do auxílio prévio de parasitas como as traças. São, portanto, pragas secundárias.

A espécie Rhyzopertha dominica é bastante comum em grãos armazenados de milho, mas essa praga ainda pode ocorrer em arroz, centeio, cevada, sorgo e trigo. O bichinho cabeçudo, de corpo cilíndrico e coloração escura, deposita ovos em meio aos grãos.

Tanto o inseto adulto quanto a larva podem causar danos. O estrago é tão intenso que o produto fica imprestável para a comercialização e o consumo.

Caruncho ou gorgulho (Sitophilus oryzae)

Mais uma praga de grãos armazenados de arroz, cevada, milho e trigo. Ela vive na massa estocada, às vezes em conjunto com outras espécies, e pode ameaçar um volume significativo da produção.

Como consequência da infestação, nota-se redução do peso e da qualidade do insumo. O grande problema é que gorgulhos e carunchos são mais resistentes que as traças, podendo chegar a regiões profundas do silo. Para piorar, ocasionalmente carregam fungos e outros parasitas que alteram as propriedades da mercadoria.

Grãos comprometidos com infestação de carunchos

Grãos comprometidos com infestação de carunchos.

Fora os insetos já citados, vale lembrar que outra praga traz muito prejuízo ao produtor: os ratos. O comportamento dos roedores compromete os grãos de várias maneiras.

Além de comer o produto, eles também urinam, deixam saliva e largam pelos em meio aos grãos. Isso traz potencial para contaminações e prejudica a qualidade da mercadoria.

Saiba mais: Manejo integrado de pragas otimiza a produção de arroz

O que causa caruncho na massa estocada?

Mas, afinal, por que dá caruncho nos alimentos armazenados? Bem, pelo simples motivo de que esse produto é extremamente apetitoso à praga.

Com comida em abundância, o besouro encontra as condições ideais para se reproduzir. Melhor ainda se houver calor e abafamento no silo, o que contribui muito mais para a proliferação de insetos.

Felizmente, a quebra por pragas agrícolas pode ser resolvida com uma série de boas práticas. Elas incluem, entre outras, a higienização do ambiente, o controle da umidade do ar e a separação do conteúdo de acordo com as safras.

Como proteger os grãos armazenados contra carunchos e outras pragas

Primeiro falemos da higienização. Esse procedimento ocorre quando o silo está vazio. Deve-se remover resquícios de alimento aderidos às paredes internas, bem como retirar completamente quaisquer grãos mofados ou estragados. Essa medida previne a contaminação por microrganismos.

Em seguida tem a fumigação com produto termonebulizador. Ela elimina possíveis carunchos do trigo ou outros insetos que ainda estejam pelos cantos.

Depois que a mercadoria estiver devidamente estocada, parte-se para a manutenção. É preciso adotar um sistema de regulagem da temperatura e do nível de umidade do ar. Esses elementos devem estar de acordo com as recomendações da Embrapa para garantir a integridade do produto por mais tempo.

Por fim, lembre-se de nunca misturar a massa de safras diferentes. Caso haja excedente da produção do ano anterior, melhor deixá-lo longe dos grãos recém-colhidos.

É que o insumo mais velho pode esconder focos de pragas que se reproduzem no interior do vegetal. Assim, guardar tudo no mesmo silo eleva os riscos de novos ataques.

Saiba mais: Limpeza de silos é fundamental no controle de pragas agrícolas

Acabe com as pragas nos grãos: chame a Desinservice!

Embora as boas práticas mencionadas anteriormente funcionem, elas não previnem 100% das ocorrências de caruncho do milho, do feijão e das demais culturas. Portanto, vale a pena investir no controle químico, desde que respeitando as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sugerimos o método de recirculação de gás fosfina. Ele está na Lista de Ingredientes Ativos de Uso Autorizado no Brasil. A Anvisa indica a substância para expurgo de soja, trigo, milho, arroz e outros grãos.

Porém, cabe ressaltar que esse químico é tóxico e, inclusive, letal para seres humanos. Sendo assim, como realizar uma fumigação segura?

Seguindo à risca as determinações da Anvisa, é claro. Um documento técnico da agência determina o limite máximo de resíduo de 0,1mg/kg, e também estipula um intervalo de segurança entre a aplicação do gás e a comercialização do produto estocado.

A empresa responsável pela operação deve ter um dispositivo de medida. O aparelho informa a quantidade exata de fosfina liberada no ambiente. Sem esse recurso, fica difícil saber quanto gás foi administrado, e aí o perigo de contaminação por superdosagem é grande.

A técnica de recirculação é uma das mais eficientes do mercado. Ela usa mangueiras que espalham a fosfina uniformemente por toda a unidade de armazenamento. Quanto maior o tempo de exposição, maior a eficácia do procedimento.

Outra questão de segurança diz respeito à vedação da área. Durante a aplicação, deve-se forrar as paredes do silo ou do armazém com lonas especiais. Como esses espaços têm frestas por onde o ar escapa, é necessário manter o isolamento para evitar que o gás vaze, podendo causar desperdício de material ou mesmo incêndio.

Já os colaboradores responsáveis pelo expurgo dos grãos precisam vestir equipamentos de proteção individual (EPIs). Máscaras, luvas, óculos protetores e macacões de manga longa estão entre os itens de paramentação.

Saiba mais: Como a fumigação protege a sua safra

Reiteramos que o expurgo com gás fosfina é um método seguro para eliminar carunchos e insetos parecidos que estejam nos grãos armazenados. O serviço protege a sua safra e garante a qualidade da mercadoria. Basta encontrar uma empresa qualificada para conduzi-lo.

Confie na Desinservice. Nosso profissionais são altamente capacitados. Também investimos em tecnologia de ponta e estamos em dia com todas as licenças das autoridades.
Entre em contato conosco e solicite um orçamento para expurgo de grãos. Fones: (55) 3028-6888 / (51) 3723-1502. Whatsapp: (55) 99905-3373. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar por E-mail
  • Compartilhar no LinkedIn

Posts Relacionados