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Resistentes aos antibióticos mais poderosos, as superbactérias vêm preocupando as autoridades de saúde mundiais. Estima-se que esses micro-organismos sejam responsáveis por cerca de 23 mil mortes por ano, apenas no Brasil.

Isso acontece devido à capacidade natural que as criaturas têm de realizar mutações genéticas para sobreviver aos medicamentos. O fenômeno agrava o risco das infecções hospitalares e deve ser tratado com urgência.

Superbactérias vêm aparecendo com mais frequência

As bactérias do gênero Acinetobacter foram incluídas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no topo de um ranking alarmante. Trata-se da lista de patógenos resistentes à família carbapenem. Medicamentos desse tipo costumam ser a última opção médica no tratamento de infecções graves.

Nos hospitais brasileiros, 77,4% das infecções sanguíneas causadas por esses micro-organismos decorrem de superbactérias. Os dados, referentes a 2015, são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Já o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo realizou um levantamento para verificar o percentual de bactérias resistentes que atingiram pacientes de UTIs do estado. No caso da Acinetobacter, o índice saltou de 20%, em 2005, para mais de 80% em 2016.

E esses números contemplam apenas um grupo de espécies. Outros nomes também assustam, como a Klebsiella pneumoniae e as Pseudomonas.

O maior problema é que as colônias dobram de tamanho a cada 20 minutos. Mesmo que a medicação elimine 99% das bactérias, o 1% que sobrevive à seleção natural repassa genes mais fortes às descendentes. Ainda, algumas cepas de E. coli conseguem trocar material genético com outras espécies, perpetuando a chamada resistência antimicrobiana.

Protocolos básicos diminuem o problema

O controle dessa ameaça invisível torna-se complicado, especialmente em áreas sem saneamento básico. Exposta a agentes transmissores de enfermidades, a população tende a procurar postos de saúde e hospitais com mais frequência. Nesses espaços – muitas vezes, superlotados –, eleva-se o risco de contaminação.

As condições de higiene do lugar são outro fator que favorece infecções. As bactérias podem estar presentes num cateter ou num bisturi, por exemplo, ou mesmo virem da rua. Por isso, recomenda-se seguir protocolos básicos, como lavar as mãos ao se entrar ou sair do recinto. A regra vale tanto para médicos e enfermeiros quanto para pacientes e acompanhantes.

A Anvisa elaborou um plano nacional para prevenção e controle de superbactérias em serviços de saúde, com mais detalhes sobre o assunto. As primeiras etapas ainda estão em fase de implementação.

Enquanto a campanha não deslancha, uma medida importante está na sanitização de ambientes. O procedimento impede a proliferação de micro-organismos e tem efeito por até três meses. Entre em contato com a Desinservice e saiba mais. Fones: (55) 3028.6888 / (51) 3723.1502. Atendemos em todo o Rio Grande do Sul.

Orçamentos para Controle de Pragas, Sanitização e Higienização de Reservatórios